AEM se reúne em Buenos Aires

By Carmen Maldacena | Eventos | Maio 1, 2015

Tempo de leitura: 3 minutos

Visão geral da IA

Membros brasileiros da AEM viajaram a Buenos Aires em 17 de novembro de 2014 para se encontrarem com seus pares argentinos, visitando os laboratórios de testes do INTI e trocando ideias sobre testes e certificação. Eles analisaram 29 questões previamente submetidas, discutiram desafios práticos, propuseram esforços complementares de produção e agendaram um encontro de acompanhamento para maio/junho de 2015. O presidente da AEM, Fabio Becker Aranha, destacou a concentração do mercado brasileiro por multinacionais, as oportunidades de modernização para impulsionar as PMEs e defendeu a aplicação de normas para elevadores existentes. Grupos argentinos apresentaram campanhas de segurança e eficiência energética. A AEM, criada em 2013 para defender empresas independentes em todo o Mercosul, vê a Argentina como um modelo, com 85% de instalações independentes e forte produção de componentes, enquanto o Brasil sofre com a desindustrialização, com apenas 10-15% de instalações nacionais.

A Associação de Elevadores do Mercosul discute planos para os mercados sul-americanos.

Membros brasileiros da Associação de Elevadores do Mercosul (AEM) viajaram a Buenos Aires para se encontrar com seus colegas argentinos e discutir questões em comum no dia 17 de novembro de 2014. O encontro de um dia foi intenso e os participantes ficaram muito satisfeitos com a troca de ideias e experiências. Pela manhã, o grupo visitou o laboratório de testes do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) para observar os testes de fechaduras de elevadores, dispositivos de segurança, amortecedores e interferências eletromagnéticas. Os técnicos explicaram os diferentes procedimentos aos visitantes interessados. No Brasil, não existem laboratórios para certificação de componentes.

Após um almoço servido na sede da Associação de Industriais Metalúrgicos da República Argentina (ADIMRA), houve uma troca de comentários dinâmica e proveitosa sobre diferentes situações vivenciadas pelas indústrias de elevadores argentina e brasileira.

O encontro de um dia foi intenso e os participantes ficaram muito satisfeitos com a troca de ideias e experiências.

O grupo discutiu 29 questões previamente apresentadas pela delegação brasileira relacionadas ao setor de elevadores na Argentina. Além disso, uma longa série de perguntas e respostas práticas sobre situações cotidianas surgiu de forma fluida de ambos os lados. Por fim, os participantes sugeriram a implementação de atividades de produção complementares no mercado latino-americano, e uma possível reunião futura foi agendada para maio/junho de 2015.

Apresentação brasileira

Fabio Becker Aranha, presidente da AEM, ministrou palestra sobre “A Situação do Mercado Brasileiro: Dificuldades e Oportunidades”, na qual apresentou razões para a concentração de mercado de empresas multinacionais. Entre elas, destaca-se a oportunidade de aplicar as normas a elevadores já existentes (normas já em vigor no Brasil, mas não na Argentina). Aranha considera a modernização de elevadores uma grande fonte de empregos para pequenas e médias empresas, pois esses projetos exigem serviços especializados e sob medida.

Houve também uma apresentação sobre a Associação Europeia de Elevadores, que está promovendo Norma de segurança EN 81-80 para elevadores existentes A fiscalização tem sido rigorosa em todo o mundo, especialmente na Europa. Lá, as modernizações aumentaram e os acidentes diminuíram. Assim, a segurança nos elevadores existentes contribui (ainda que indiretamente) para a economia de energia.

Apresentação argentina

Algumas entidades locais projetaram seus vídeos institucionais: o Comitê de Segurança de Elevadores e a Federación de Asociaciones y Cámaras de Ascensores de la República Argentina enfatizaram campanhas de segurança, e a Cámara Argentina de Fabricantes de Ascensores y sus Componentes exibiu seu filme sobre eficiência energética em elevadores e seu impacto no meio ambiente.

História

A AEM foi criada em 2013 para defender a industrialização e os interesses das empresas independentes de elevadores dentro do bloco comercial Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de diversos países associados. Empresas sediadas na Argentina e no Brasil estão unindo esforços para competir em melhores condições em seus respectivos mercados.

Situações opostas

A AEM é composta por três associações brasileiras de elevadores recém-criadas. Por esse motivo, empresas individuais também são aceitas na entidade. Sua contraparte argentina, no entanto, é formada principalmente por associações mais antigas, e nenhuma empresa individual participa.

O Brasil enfrenta uma grave desindustrialização do seu setor independente de transporte vertical: apenas 10 a 15% das novas instalações são realizadas por empresas nacionais. Apesar do mercado brasileiro ser grande, há uma grande concentração de multinacionais no setor.

A situação na Argentina é justamente oposta: 85% das instalações estão nas mãos de empresas independentes; a produção local de componentes é muito forte, e a associação mais tradicional, a Cámara de Ascensores y Afines, com 56 anos de história, é seguida por diversas outras organizações de longa data. Consequentemente, os brasileiros consideram a Argentina um exemplo a ser imitado nos aspectos de associações, produção, laboratórios de testes, educação e até mesmo revistas especializadas. É importante ressaltar também que equipamentos estrangeiros podem ser importados para o Brasil sem restrições. Além disso, o Brasil é membro do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), enquanto na Argentina, atualmente, as importações são rigorosamente controladas em todos os setores. A AEM também busca fortalecer a posição das associações e empresas brasileiras nas negociações com as autoridades governamentais.   

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