Segurança em elevadores e equipamentos de segurança

Por Levent Akdemir | Segurança (Safety) | Janeiro 2, 2026

Tempo de leitura: 8 minutos

Segurança em elevadores e equipamentos de segurança
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Visão geral da IA

A segurança dos passageiros depende de freios que parem de forma confiável e no momento certo. Muitos fabricantes locais de freios para elevadores são inexperientes e utilizam componentes fundidos frágeis sem testes pós-produção adequados, produzindo peças que podem fraturar sob impacto. A certificação e a fiscalização do mercado ficam comprometidas porque alguns organismos de teste realizam testes improvisados ​​e emitem a marcação CE sem a infraestrutura adequada, enquanto os testes de carga total em campo são distorcidos por contrapesos e permitem que freios com resistência insuficiente sejam aprovados, mas reprovados nos testes de queda livre em laboratório. A verdadeira segurança exige projetos com capacidade para queda livre, controle de qualidade contínuo durante a fabricação e inspeções que avaliem motores e acionadores, bem como freios. É necessária uma ação regulatória imediata para remover produtos não conformes e salvaguardar vidas e patrimônio.

Por Levent Akdemir

RESUMO

O aspecto mais importante da segurança dos passageiros em um veículo é a sua capacidade de parar com segurança e rapidez. O sistema responsável por essa função de frenagem é o Safety Gears. Não há meio-termo quanto à qualidade do Safety Gears. Você viajaria em um veículo equipado com um sistema de frenagem que oferece poder de parada em 99% dos casos? Você deixaria seus entes queridos viajarem nele? Você diria: "É 99% seguro; nada acontecerá apenas uma vez?" 

Os elevadores também são um meio de transporte, e um dos dispositivos de segurança mais importantes em um elevador é o freio. Devido à sua importância crítica, a qualidade e os padrões são extremamente importantes nos freios.

INTRODUÇÃO

Infelizmente, a situação que vemos quando olhamos para A situação dos fabricantes de freios de elevador em nosso país não é animadora.

Existem cerca de 20 fabricantes de freios. Pelo menos 15 deles são empresas fundadas por indivíduos sem formação que entraram nesse ramo por acaso, após o fracasso de seus empregos na indústria manufatureira, que não entendem nada de elevadores, desconhecem as normas para elevadores, não compreendem o funcionamento do sistema de freios de um elevador e carecem de conhecimento em medição, controle, testes, análise e engenharia durante o processo de fabricação.

Então, como identificamos essa situação? Como chegamos a essa conclusão? Testamos esses freios, que têm alta demanda porque são vendidos a preços muito baixos no mercado.

Esses freios são fabricados utilizando o método de fundição para evitar dificuldades e custos de processamento. Eles podem quebrar mesmo se caírem de uma mesa no chão.

Contudo, o método de fundição é tão antigo e conhecido quanto a própria história da humanidade. Entretanto, a fabricação de freios de elevador requer um desenvolvimento tecnológico significativo. a infraestrutura.

Pós-produção

  • inspeção de fissuras,
  • análise espectral,
  • testes de resistência e
  • A normalização é uma etapa crucial. A falha em realizar esses processos resulta em alta fragilidade e risco de quebra, o que leva a problemas.

     Os produtos fundidos podem facilitar nosso trabalho quando usados ​​no lugar certo, mas seu uso em freios de elevadores, que operam sob cargas e tensões repentinas e precisam suportar impactos, é 

Extremamente perigoso. Um choque repentino pode causar a quebra do bloco de gesso. 

Apesar disso, são utilizados como freios de elevador. Essa prática, 

realizado com a ideia de manter os custos baixos, significativamente 

põe em risco a vida e a segurança patrimonial do público. Pode ser 

É necessário reduzir custos, mas é preciso cautela ao fazê-lo. Essas empresas, operando nas sombras e comprometendo a segurança para reduzir custos, estão convidando à perda de vidas e bens.

 Devido a esses freios fundidos, uma média de cerca de 3,000 elevadores novos são colocados em risco todos os meses. Então, como esses produtos são certificados? Sua produção não é controlada? Infelizmente, essa também é uma questão problemática, e precisamos analisá-la sob três perspectivas:

1. Certificação

Algumas entidades certificadoras que atestam produtos distribuem certificados a todos, realizando testes em estruturas improvisadas de aço, sem infraestrutura técnica e torres de teste adequadas, cortando a corda com um cortador espiral em condições que não atendem às normas e utilizando os recursos disponíveis ao cliente. 

Inúmeros certificados emitidos dessa maneira e milhares de produtos não conformes fabricados com base nesses certificados estão presentes no mercado, representando uma ameaça à segurança da vida e do patrimônio. É bastante fácil verificar nossas afirmações. Quando forem realizados testes nesses produtos marcados com “CE” que foram colocados no mercado no passado, essa situação ficará clara.

2. Fabricação, Inspeção e Controle de Qualidade

Infelizmente, as inspeções de fabricação e os testes de controle de qualidade não são realizados nem pela empresa fabricante nem pela empresa emissora do certificado. Os testes são realizados em amostras do produto, e nenhuma inspeção ou teste intermediário é conduzido durante o processo de fabricação após a conclusão da certificação. Essa situação impossibilita o rastreamento da qualidade do produto. Produtos que obtiveram a certificação são comercializados por anos sem qualquer teste intermediário, como se tivessem a mesma qualidade. Essa situação é um ponto sensível para os fabricantes genuínos.

Além disso, esses freios, que são facilmente certificados, parecem suportar testes de carga máxima em campo, mas falham em testes de queda livre em laboratório. Por que esses freios, que passam nos testes de inspeção necessários para obter a certificação "CE", representam um risco? Vamos tentar explicar isso com duas tabelas de exemplo.

Exemplo 1

Teste de carga total aplicado em campo.

Se tomarmos como exemplo um modelo de elevador com capacidade de 800 kg, muito comum no mercado, conforme indicado na figura, um elevador com essa capacidade deveria utilizar um sistema de freios com capacidade de P+Q = 1600 kg. No entanto, quando testado em campo com uma carga adicional de 1800 kg, os testes de frenagem, na verdade, testam uma carga de 600 kg devido ao contrapeso de 1200 kg. Por esse motivo, as empresas reduzem a capacidade dos freios para que suportem 600 kg, permitindo sua liberação fácil. Os mesmos freios não suportam 1600 kg em um ambiente de laboratório. É por isso que são liberados facilmente em testes de campo. 1800 kg – 1200 kg = 600 kg de peso mínimo de teste.

Exemplo 2

Situação real de queda de elevador

No Exemplo 2, como uma massa de 1600 kg cairá em uma situação real de queda do elevador, uma carga mínima de 1600 kg é aplicada aos freios. Essa situação raramente ocorre em campo e, portanto, não é levada em consideração. No entanto, o verdadeiro propósito dos freios não é passar em testes de carga máxima e satisfazer o fabricante, mas sim salvar vidas em caso de uma queda real.

Por que os freios importados da Europa não se soltam facilmente?

O motivo pelo qual os freios importados da Europa não se soltam facilmente após testes de carga máxima é que eles são fabricados de acordo com critérios de queda livre e desempenham sua função em termos de segurança da vida.

Na conjuntura atual, o setor de elevadores tornou-se um setor alheio à gravidade da situação e está prejudicando a si mesmo ao utilizar freios que passam facilmente nos testes de carga máxima.

3. Fiscalização e Controle do Mercado

O Ministério da Indústria e Tecnologia é a autoridade responsável por definir o quadro legal para as atividades de inspeção no setor de elevadores. O objetivo desse quadro legal é proteger a vida e o patrimônio das pessoas, o meio ambiente, prevenir a concorrência desleal no mercado, contribuir para o aumento da qualidade e confiabilidade dos produtos nacionais no mercado internacional, impedir a entrada de produtos importados não conformes e proteger os produtores nacionais e a economia do país. Nesse contexto, diversas normas relacionadas ao setor são implementadas por meio de diferentes regulamentações:

  • Foram definidos os requisitos básicos de saúde e segurança que os elevadores e seus componentes de segurança devem atender, as condições para a colocação desses produtos no mercado e os princípios de fiscalização e controle do mercado.
  • Foram definidos os procedimentos e princípios relativos à inspeção periódica de elevadores, bem como a autorização, as obrigações e a supervisão dos organismos de inspeção do Tipo A responsáveis ​​pelas inspeções periódicas de elevadores.
  • As normas a serem seguidas em relação ao registro, operação, manutenção, garantia e serviços pós-venda de elevadores utilizados para o transporte de pessoas, pessoas e carga ou somente carga, bem como a supervisão de serviços e a melhoria dos elevadores existentes, foram determinadas para garantir seu uso de maneira que não ameace a vida humana e a segurança patrimonial e para proteger o meio ambiente.
  • Os procedimentos e princípios para a fiscalização e inspeção de mercado de elevadores utilizados para o transporte de pessoas, pessoas e carga ou somente carga foram definidos.

Essas normas demonstram a importância que o Ministério atribui à fiscalização neste setor.

Esperamos que os testes de componentes de segurança de elevadores, iniciados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia, esclareçam essas questões importantes em nosso setor e solucionem os problemas de produção e certificação, identificando produtos não conformes e restabelecendo a segurança dos elevadores. Ao prevenir a concorrência desleal e contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura de P&D e controle de qualidade das empresas fabricantes, esses controles permitirão a reestruturação do setor com uma nova visão e darão esperança à nossa indústria nacional de elevadores.

Erros em testes de campo

Os testes de carga máxima em elevadores confirmam a segurança do elevador, testando todo o elevador conforme especificado e definido pela norma. 

Infelizmente, essas práticas, que são percebidas como meros testes de freio, deveriam primeiro examinar os componentes que constituem a integridade do elevador.

  1. Cordas e elementos de conexão
  2. Placas de conexão de corda
  3. Elementos de segurança que requerem certificação “CE”
  4. Base da máquina
  5. Desempenho da máquina
  6. Desempenho do motorista
  7. Sinalização
  8. Os componentes que compõem o elevador, como erros de instalação, são verificados durante a fase de inspeção.

Durante as inspeções, o desempenho dos motores e dos acionadores é frequentemente negligenciado.

Se avaliarmos o motor e o condutor separadamente, surgirão novos problemas.

Ao realizar inspeções de elevadores, se um motor ou acionador não conseguir elevar uma cabine com uma carga adicional de 25%, o teste deve ser interrompido e a inspeção imediatamente encerrada?

Um motor ou acionador que não consegue suportar sua própria carga pode transportar a cabine e as pessoas dentro dela com segurança por anos? Ou, se o teste continuar, esses produtos conseguem liberar a cabine travada do freio? As inspeções de elevadores não verificam a segurança de todo o elevador produzido?

Tornou-se motivo de preocupação no setor o fato de instaladores estarem oferecendo preços baixos para ganhar contratos, recorrendo a produtos baratos que desrespeitam a segurança.

Conclusão

Uma parcela significativa dos freios utilizados no mercado não é projetada para salvar vidas em caso de queda de elevador, mas sim para facilitar a aprovação em inspeções. Essa situação precisa ser investigada imediatamente pelas autoridades competentes.

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