Simpósio de Elevadores BGHM 2025

By Sascha Göbel | Eventos | Outubro 5, 2025

Tempo de leitura: 6 minutos

Simpósio de Elevadores BGHM 2025
Visão geral da IA

No Simpósio de Elevadores da BGHM em Lengfurt, especialistas aplicaram a hierarquia STOP, enfatizando a substituição, as medidas técnicas, organizacionais e de proteção individual para prevenir acidentes. A análise de 311 empresas de elevadores entre 2022 e 2024 registrou 1,288 acidentes reportáveis, sendo que as quedas representaram 8% deles, o que levou a apelos por medidas de prevenção mais rigorosas. As oficinas apresentaram soluções práticas para a segurança de elevadores MRL, seleção de EPIs para proteção contra quedas, avaliações de risco escaláveis ​​para PMEs, normas para andaimes e doenças ocupacionais relacionadas ao amianto. A TK Elevator recebeu o Prêmio de Segurança Schlauer Fuchs por seu programa de transformação da segurança. Os participantes saíram com medidas concretas, incentivo para treinamento e a mensagem reforçada de que a cooperação sistemática e o cumprimento da legislação são essenciais para reduzir acidentes.

Pare e siga em Lengfurt

O autor deste texto chegou a Lengfurt, na Alemanha, em um dos dias mais quentes do ano, a convite da Associação Profissional para Madeira e Metal (BGHM), para participar do Simpósio de Elevadores da BGHM, realizado nos dias 2 e 3 de julho no Centro de Treinamento de Lengfurt. Lá, um “PARE” obrigatório foi seguido por um “SIGA” construtivo. PARAR significa Substituição, Técnica, Organização e Medidas de Proteção Individual, e descreve a sequência em que os riscos devem ser prevenidos da forma mais eficaz possível em segurança ocupacional. Este evento nacional único reuniu especialistas de todas as áreas da indústria de elevadores para discutir segurança ocupacional e desenvolver soluções práticas.

Lengfurt como Centro de Especialização

O Centro de Treinamento BGHM em Triefenstein-Lengfurt proporcionou o ambiente ideal para discussões técnicas focadas. Fabricantes de elevadores, empresas de instalação e manutenção, engenheiros independentes e organizações de testes aproveitaram a oportunidade para participar de uma intensa troca de experiências. O programa de dois dias seguiu o princípio comprovado do STOP: substituição, medidas técnicas, organizacionais e de proteção individual — a hierarquia de medidas eficazes de segurança ocupacional.

PARE: Concentre-se nas estatísticas de acidentes.

Philipp John, da BGHM, abriu o simpósio com dados atuais sobre acidentes na indústria de elevadores. A análise abrangeu 311 empresas dos setores de construção, instalação e manutenção de elevadores, entre 2022 e 2024. Foram registrados 1,288 acidentes de trabalho reportáveis ​​(resultando em mais de três dias de incapacidade para o trabalho). Particularmente alarmante foi o fato de 8% dos acidentes terem sido quedas — uma proporção que exige ação por parte da indústria. “A segurança ocupacional requer atenção contínua e ação consistente”, enfatizou John. “Cada acidente é um acidente a mais.”

GO: Desenvolvendo Soluções Práticas

Manutenção segura dos elevadores MRL

A apresentação de Thorsten Kalweit foi sobre "Trabalho em elevadores sem casa de máquinas (MRL)". Usando exemplos práticos, ele alertou sobre a ampla gama de riscos e destacou como as pressões de custos podem levar a deficiências de segurança. Os problemas surgem, por exemplo, quando as inspeções não são realizadas após alterações feitas por razões de custo ou quando os sistemas de segurança são adulterados.

A TK Elevator (TKE) recebeu um reconhecimento especial com o Prêmio de Segurança Schlauer Fuchs por seu Programa de Transformação de Segurança TKE-STP — o primeiro prêmio de segurança para uma empresa de elevadores.

EPI para proteção contra quedas

Martin Leopold, da IKAR GmbH — parceira da indústria de energia eólica especializada em soluções de segurança para trabalho em altura — abordou diversos aspectos dos equipamentos de proteção individual (EPI) e da proteção contra quedas. Seu workshop, “Seleção e Utilização de EPI Adequado”, tratou de problemas comuns e desenvolveu soluções práticas para o trabalho diário.

Simpósio de Elevadores BGHM 2025
Simpósio de Elevadores BGHM 2025
Simpósio de Elevadores BGHM 2025
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Simpósio de Elevadores BGHM 2025
Simpósio de Elevadores BGHM 2025
Simpósio de Elevadores BGHM 2025

Avaliação de riscos em PMEs

Udo Niggemeier ofereceu assistência concreta para pequenas e médias empresas (PMEs). Suas abordagens ilustraram como até mesmo empresas menores podem atender aos requisitos do Seguro Social contra Acidentes de Trabalho na Alemanha. Ele resumiu o principal objetivo da Lei de Segurança e Saúde Ocupacional em uma fórmula simples: “VOLTE PARA CASA!”. Seu apelo apaixonado foi que a segurança ocupacional compensa, tanto na realização de avaliações de risco quanto no investimento em EPIs de alta qualidade.

Tópicos Especiais: Andaimes e Amianto

Como engenheira civil, Kathrin Stocker discutiu os requisitos para andaimes de montagem e buscou preencher a lacuna entre a teoria e a prática. A Dra. Maike Unverferth chamou a atenção para um risco frequentemente subestimado com sua apresentação sobre “Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Amianto entre Operadores de Elevadores” e destacou maneiras de obter reconhecimento para os afetados. Conclusão: A cooperação construtiva é necessária para maior segurança.

O Simpósio de Elevadores BGHM foi impressionante.
O evento demonstrou que, quando profissionais experientes, palestrantes competentes e participantes comprometidos se reúnem, surgem soluções construtivas. Preencheu uma lacuna importante no panorama profissional com um programa equilibrado de apresentações e workshops. Segundo a BGHM, até então, não havia “nenhum evento especializado comparável sobre segurança ocupacional em elevadores”.

Incentivo para formação complementar

Como profissional da área de formação continuada, considero este simpósio uma valiosa fonte de inspiração para o desenvolvimento curricular. Não apenas as estatísticas atuais de acidentes, mas também o problema do amianto e as abordagens para soluções relacionadas à análise de resíduos de amianto serão incorporados aos futuros cursos de formação.

Conclusão: Segurança no Trabalho como Tarefa Conjunta

O simpósio demonstrou de forma impressionante que a segurança ocupacional na indústria de elevadores é um desafio multifatorial que só pode ser enfrentado com sucesso por meio de uma abordagem sistemática e da cooperação contínua entre todas as partes envolvidas.

Principais conclusões em resumo:

  • Prevenção de acidentes: 8% dos acidentes por queda representam 8% a mais do que o necessário. Acidentes com estribos de alívio de suspensão (SRS) e quedas são os principais responsáveis ​​pelos custos, com uma média superior a £4,000 por acidente, e exigem atenção prioritária.
  • Soluções técnicas: Os elevadores MRL exigem conceitos de segurança específicos, especialmente para a cabeça do poço, o fosso e as áreas do painel de controle.
  • Conformidade legal: As avaliações de risco específicas do sistema não são apenas obrigatórias, mas também uma ferramenta prática para a minimização sistemática de riscos.
  • Conhecimento especializado em EPI: Escolher o sistema de retenção ou de proteção contra quedas adequado para cada situação pode ser uma questão de vida ou morte.
  • Padrões de qualidade: Os andaimes de instalação devem atender aos mais altos requisitos de segurança; a improvisação custa vidas.
  • Riscos a longo prazo: As doenças ocupacionais relacionadas ao amianto, que causam mais de 1,300 mortes anualmente, exigem medidas preventivas consistentes.

A mensagem de Lengfurt foi clara: a segurança ocupacional funciona melhor quando todos os envolvidos trabalham juntos de forma construtiva. Os participantes — especialistas em segurança ocupacional, gestores e representantes de associações — levaram consigo ideias concretas para o seu trabalho diário. Durante os intervalos e no jantar em grupo, foram feitos contatos valiosos que continuarão após o simpósio. O simpósio demonstrou mais progresso do que empenho — um sinal encorajador para o setor.

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